Serafine: receptora de válvula biológica

Photo of Serafine and her dog Centauri: “Maybe this happened to me so I can share my story and help other people through it.” Serafine, 33 – Tissue Valve Recipient

Esta história mostra a experiência de uma pessoa. Nem todos terão os mesmos resultados. Converse com o médico sobre os benefícios e riscos de suas opções de tratamento.

Hoje em dia, Serafine passa seu tempo livre correndo, caminhando e esquiando. Às vezes, é difícil de acreditar que ela enfrentou uma grande batalha contra a doença nas válvulas cardíacas.

Desde o início

O problema cardíaco de Serafine começou quando os médicos detectaram um sopro no coração depois que ela nasceu. Ela era considerada um ”bebê azul” porque sua pele tinha uma tonalidade azul devido à falta de oxigênio no sangue. Os médicos disseram que isso acontecia por causa do sopro no coração e decidiram monitorá-la com atenção conforme ela crescia.

Todos os anos, a mãe de Serafine a levava ao médico para monitorar a condição de seu coração. Quando ela tinha 8 anos, o pediatra percebeu que o sopro estava ficando cada vez pior e encaminhou Serafine para um cardiologista, que a diagnosticou com uma válvula cardíaca com vazamento.

“Pensei que estava morrendo porque minha mãe chorou muito ao receber a notícia”, disse Serafine.

Lidando com o diagnóstico

A vida de Serafine seguia normalmente enquanto os médicos monitoravam sua doença nas válvulas cardíacas. Quando ela tinha 23 anos, os médicos constataram que sua válvula cardíaca não estava fechando direito e que o sangue voltava pela válvula, forçando o coração a trabalhar mais e distribuir menos sangue para o corpo.

Uma cirurgia complexa de substituição de válvula chamada de procedimento de Ross substituiu a valvular pulmonar com vazamento de Serafine pela válvula aórtica da própria paciente. Por outro lado, a válvula aórtica foi substituída por uma aloplastia, ou válvula de doador, o que lhe proporcionou mais alguns anos sem a manifestação de sintomas.

Os sintomas de Serafine reapareceram quando ela tinha 31 anos. Ela estava cansada e com falta de ar, sinais de que sua válvula biológica substituta tinha enfraquecido e de que era o momento de receber outra válvula substituta. Apenas cinco dias depois de saber que precisava se submeter a uma cirurgia, Serafine foi internada no hospital para o procedimento de substituição da válvula biológica.

Serafine sabia por experiência própria que as válvulas biológicas funcionam apenas por um período limitado. No entanto, ela e os médicos determinaram que uma válvula biológica seria a melhor opção para ela, que pretendia ter filhos no futuro. A outra alternativa era uma válvula mecânica. Embora a válvula mecânica dure muito mais do que a válvula biológica, o paciente precisa tomar anticoagulantes constantemente, o que não é recomendado para mulheres que pretendem engravidar.

Recuperação com determinação

Algumas horas depois da cirurgia, Serafine estava se sentindo bem o suficiente para sentar na cama sem precisar de ajuda e balançar as pernas. “Foi incrível!”, ela disse. Depois de quatro dias, ela estava bem o suficiente para ir para casa. Ela ainda enfrentaria uma longa recuperação, incluindo dois meses de mudança de atividades e restrições para dirigir. Durante esse tempo, a monotonia a levou a ter um pouco de depressão, uma condição que é comum entre os pacientes que passam por uma cirurgia cardíaca. Depois de dois ou três meses, Serafine estava retomando sua vida normal aos poucos. “Eu me sentia muito bem para fazer qualquer coisa!” Ela conseguiu até mesmo caminhar com seus cachorros.

Mais uma pela frente

Serafine sabia que ela precisaria passar por outra cirurgia. Sua válvula biológica devia durar de 8 a 20 anos*, quando ela receberia uma válvula mecânica. “Eu sempre digo que tenho mais uma pela frente”, ela explica.

Com sua atitude positiva e o apoio de sua mãe, Serafine sabe que a outra cirurgia será apenas um pequeno obstáculo no caminho. “Minha mãe deixou a vida muito mais fácil. Ela encara as coisas à medida que acontecem e diz que tudo acontece por algum motivo”, explica Serafine. “Talvez tenha acontecido comigo para que eu pudesse contar minha história e ajudar outras pessoas a passar por isso.”

Serafine incentiva outros pacientes a fazerem pesquisas on-line e falarem com pessoas que passaram por uma cirurgia de substituição de válvulas para saber o que realmente acontece. “Não consigo explicar como a vida é maravilhosa... sou uma paciente cardíaca, mas a vida continua", diz Serafine.

*Vários estudos clínicos indicam que as válvulas cardíacas biológicas podem durar de 8 a 20 anos, dependendo de sua posição. Como mostram esses estudos, as válvulas aórticas tendem a durar mais do que as válvulas mitrais. O tempo exato depende do tipo de válvula biológica, da idade do paciente, do estilo de vida, das exigências de medicamento e de outros fatores.

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